Quanto mais distante no tempo menos tecnologia havia, ou seja, a tecnologia vem se aperfeiçoando ao longo dos séculos. Portanto, quanto mais próximo do presente, maior o nível tecnológico. Esse parece ser o senso comum que vigora na atualidade. Mas a coisa parece ser um pouco mais complicada que isso.
Existem várias situações que parecem não se enquadrar tecnologicamente no seu tempo histórico. Explico com um exemplo: o historiador russo Zecharia Sitchin, até o ano passado, antes do seu falecimento, era considerado o maior especialista em cultura suméria do mundo. Dedicou boa parte de sua vida traduzindo as mais de 2.000 placas sumérias em escrita cuneiforme que o mesmo encontrou. Publicou vários livros com sua interpretação dos textos sumérios, dentre eles, o de maior destaque, a série intitulada Crônicas da Terra.
Sitchin afirma, após traduzir as tais placas, que o povo sumério que viveu seu auge cultural há cerca de 5.500 anos e seu declínio há cerca de 4.000 anos, tinha conhecimento de Plutão e de alguns satélites de Júpiter, fato esse que somente foi percebido pelo homem moderno há cerca de um século. É fato, está registrado nas tais placas. Se não faz sentido para a ciência, não é a placa que vai ter que mudar seus escritos para se enquadrar no paradigma vigente.
Pois bem, o conhecimento do povo sumério sobre tal fato aponta certamente para a utilização de alguma tecnologia que ainda desconhecemos, pois do contrário, como seria possível um povo que viveu entre 4.000 e 2.000 anos antes da era cristã, ter um conhecimento tão profundo sobre astronomia sem depender de alguma tecnologia?
São muitos os exemplos e extrapolam o campo do registro escrito. Explico com mais um exemplo: existem os chamados megalítos, que são grandes blocos de rocha esculpida. Os maiores pesam quase 1.000 toneladas, mas não é somente isso que chama a atenção, imaginar a tecnologia utilizada para esculpí-los e depois movê-los precisamente até o seu local, tudo isso acontecendo por volta de 4.000 mil anos atrás, nos faz pensar que nível tecnológico atingiram aqueles povos que viveram tão distante de nós.
Como disse acima, os exemplos são muitos, construções com grandes blocos de pedras e precisão cirúrgica na sua colocação, encontradas desde a América do Sul, como Machu Pichu, a cidade sagrada dos Incas, construída a mais de 4.000 mil metros de altitude, Tiahuanaco na Bolívia, também com megalítos, as cidades Astecas no México também os têm, são encontrados em muitos países como na Turquia, Iraque, Índia, China e mais uma porção deles.
Só o fato de utilizarem a mesma tecnologia, ou seja, os megalítos, nos diferentes continentes do planeta, que segundo a “história oficial”, naquela época não se comunicavam, já é intrigante. É interessante notar que o homem mal formou as primeiras sociedades e logo passou a erguer templos e cidades enormes com rochas tão grandes que nos impressionam até hoje.
Fato interessante é o que marca os estudos arqueológicos relacionados à datação das Esfinges egípcias. A “arqueologia oficial” atribui a construção da Esfinge ao filho de Quéops, o Faraó Quéfren, que reinou por volta de 2.500 a.C., no período conhecido como Antigo Império. Porém, o arqueólogo francês R. A. Schwaller de Lubicz (1891 - 1962) disse ter encontrado vestígios da transição da ultima glaciação para o período interglacial, que ocorreu há cerca de 10.000 mil anos, marcados nas Esfinges. Desde então, mais recentemente, outros arqueólogos como o egiptólogo John Anthony West na década de setenta e muitos outros na década de noventa e até nossos dias, compraram a idéia de Lubicz e não concordam com a datação oficial. Fato que se for confirmado coloca a humanidade totalmente cega em relação ao seu passado.
Outra questão interessante, que não depende de qualquer “teoria”, mas da simples observação dos fatos, é que a “era das grandes construções megalíticas”, ou seja, o momento histórico em que se erguiam enormes monumentos, templos e construções, utilizando-se para isso gigantescos blocos de pedras esculpidas e transportadas sabe-se lá com qual tecnologia (pois há debate em torno dessa questão também), perdurou por um “breve” período de tempo, e desde os o milênios que precedem a era cristã não mais se utilizou essa tecnologia e demoramos quase que 5.000 anos até chegarmos à chamada Revolução Industrial e termos a tecnologia necessária para então erguermos templos semelhantes aos feitos em tempos imemoriais.
Nas "Crônicas do Peru", escritas no século XVII, Garcia de la Vega conta que, quando os espanhóis chegaram a América do Sul, perguntaram aos Incas se eles haviam construído a cidade de Tiahuanaco. Os Incas disseram que a mesma havia sido construída milhares de anos antes deles.
Pena é que poucos levam a sério o que qualquer historiador descompromissado de interesses menores perceberia: o fato de existir a cidade com seus monumentos, templos e engenharia ainda carentes de explicação quanto à tecnologia disponível por quem a construiu.